Chegavas sem avisar, um estranho, mas demasiado familiar. Observei e senti te, como se sente sem explicação.
Os teus olhos brilhavam como de quem olhava para estrelas, nascia em ti, uma luz que iluminada um Mundo. Quando finalmente chegas-te, bem perto, as penas estremecera, o coração parou, os sentidos baralhavam-se no meio de um turbilhão de pensamentos, dúvidas... o simples sim da respiração fez com que voltasse a viver. Olhos nos Olhos, como espelhos da alma, falaram-se num silêncio assustador, que revelou mais do que era suposto.
Uma sintonia que não era sintonia, sinais sim, de algo diferente, que faz arrepiar.
No meio de uma tempestade, cresce sempre, aquilo que de mais puro existe.
Estou viva.
Quando acordei, senti um frio quente que me envolveu. Um sorriso espontâneo sem saber porquê...