Bem, o que posso eu dizer... Este ano, continua a prometer, e consequentemente a dar frutos. Ontem, dia 14 de Fevereiro, para os mais distraídos, dia dos namorados, ou S. Valentim para quem preferir...depois de tudo, previa-se um dia melancólico, cheio de tristezas e más recordações. Pois não é possível esquecer, que fez exactamente um ano, que perdi um dos meus maiores bens, e além de tudo, queria esquecer que alguma vez me fizeram sofrer, e não é uma data que ajude.
Mas, e se eu disser que foi o meu melhor dia 14 de Fevereiro?
Levantei me cedinho, com os primeiros passarinhos da manhã, tomei o pequeno almoço, com um verdadeiro Traste, que se tem revelado um bom companheiro e amigo. Uma pessoa que tem sido uma agradável surpresa... Apesar de ser sábado, segui, para o trabalho. Ao final do dia, fui à missa de um ano e ao cemitério. Que saudades, mas que saudades... Nem dei pelo tempo passar, nem dei conta, que mesmo passado um ano, ainda não tive coragem de assumir o luto, continuo à espera, que me entres pela porta e me dês um beijinho...
Quando pensei que tinha o dia arruinado, e acabado pela tristeza, passei a minha melhor noite, desde à muito. Sim, porque em pleno dia dos namorados, jantar a duas é estranho. Só ouvia
- "ah, sinto-me tão lésbica..." (assim, em tom de desabafo)
Mas, foi um jantar óptimo, seguido, de um espaço perfeito, com um ambiente, zen, demasiado relaxante, onde não existe espaço para preocupações. Ainda sinto o aroma a menta e a canela, daquela infusão tão quente e sensual, como refrescante ao mesmo tempo. E...Aquele trave a morango no ar, que se inspirava como se não houvesse mais nada, que nos fez sentir, como se não tivéssemos medo de sermos quem realmente somos. E foi o que tornou aquele dia tão único, o redescobrir, das nossas verdadeiras raízes. O admitir dos erros, o nosso novo mundo, o nosso novo Eu.
Fico sem jeito, mas está na altura de admitir. Está na hora de voltar a viver, como só eu sei.
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